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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Primeiro dia em Montevideo - Uruguay


Antes de falar de Montevideo, vou comentar brevemente sobre minha primeira experiência em ultrapassar a fronteira brasileira. Sim, porque ir a cidades contíguas da Bolivia e do Paraguai para fazer compras nao se encaixa em experiencia internacional. Até porque você vê muitos mais brasileiros que gente. Já ia me esquecendo de mencionar o motivo da visita ao país vizinho: acompanhar o marido a um congresso.

Viagem internacional começa a ser gostosa logo no aeroporto. Estou falando do Duty Free, especificamente o de Guarulhos. Logicamente fiquei encantada com os preços, mas como estava sem grana para gastar com superfluos, fui diretamente ao stand da MAC. Sim, porque batom da MAC nao é superfluo - é vitalmente necessário. Mas como alegria de pobre dura muito pouco, nada do que eu queria comprar tinha lá. Frustrada, segui direto para a sala de embarque. O voo foi tranquilo e a papeleta de imigraçao foi preenchida no aviao mesmo. Ao pousarmos em Montevideo passamos pela autoridade local, pegamos nossa permissao e demos de cara com outro duty free, no qual comprei apenas o necessário: dois Protetores Solar da Clinique FPS 30 por deliciosos U$ 18,00 (o meu da ROC estava acabando) e Chocolates suíços por U$ 15,00 (chocolates suíços também sao necessidades vitais). No caixa acabei levando uma miniatura de Chivas 12 anos para o amor (U$ 4,00). Ou seja, deixei U$ 55,00 bem gastos no Duty Free.


Pegamos um busao meio farofa e seguimos para o Hostel Che Lagarto. Fomos recepcionados calorosamente pela Paula, uma loira de cabelos eriçados, sorriso largo, penetrantes olhos azuis e uma pele tao alva e fina que deve se cortar ao vento forte. Pegamos nossa chave do quarto 204 e subimos as escadas, mais delas. Escolhemos um hostel para que eu pudesse me acostumar a hospedagem simples, pois pretendemos fazer um mochilao em fevereiro. E como sou cheia de fric-friques (neologismo criado por mim, que significa frescura ao extremo) com banheiros, devo confessar que quase desisti da ideia quando vi a simplicidade do banheiro. A adaptaçao nao foi facil. Quase chorei, quase desisti. Mas lembrei do meu sonho de ir para El Calafate em fevereiro e enfrentei bravamente o banheiro. Meu amor me tranquilizou: pelo menos a limpeza era de primeira. O quarto, muito simples, apresentava duas camas de madeiras, um criado e sacada para a praça da Independencia. Respirei forte. Mal eu sabia que iria me acostumar perfeitamente à simplicidade do local. Acomodamos nossos pertences, tomamos um banho (o primeiro foi muito difícil) e saímos a passeio.

Já no primeiro momento, tres coisas me encantaram na cidade: as inúmeras e extensas árvores espalhadas em todas as ruas e praças (elas nao possuem folhas, por conta do inverno), o mix arquitetônico, que vai do barroco ao suíço em segundos, e os inúmeros caes que andam com seus donos (ou vice-versa), muitos sem guia. Me apaixonei por Montevideo à primeira vista. As pessoas ignoram o vento gelado e castigador, e passeiam nas ruas e praças com seus amigos, seus caes, seus familiares, seus sonhos. Acredito que meus olhos brilhavam de tanto deslumbre.

Como nem tudo na vida sao flores, chegou a hora mais conturbada do passeio: a hora de comer. Já sabíamos que encontrar algo para comer de que gostássemos seria difícil, mas até entao ignorávamos o quanto. Escolhemos um pizzaria chamada El Mondo para fazermos nossa primeira refeiçao uruguaia. Abrimos o cardápio e duas opçoes me vieram em mente: chorar ou sair correndo. Meu amor e eu nao conseguiamos entender bulufas do que estava escrito ali. Nos entreolhamos e rimos, cúmplices. Chamamos o simpático garçom que nos identificou como brasileiros, nos explicou e traduziu algumas coisas e sugeriu um lanche. Pedimos. Seria perfeito, nao fosse um pequeno detalhe que me deu náuseas: o ovo do lanche era cozido (só como o que minha mae faz). Tomamos cerveja chamada Patricia pelo salgado valor de R$ 13,00 (sim, eles aceitam reais), e como ainda estava com fome, perguntei sobre as demais opçoes constantes no menu. Ele me sugeriu uma Muzzarela com Pancetas: uma pizza quadrada individual de muçarela e bacon, com um delicioso e adocicado molho de tomates.


Saindo da pizzaria, passamos no mercado, compramos água mineral para eu escovar meus dentes (olha o fric-fric da pessoa) e voltamos para o hostel. O vento estava de matar, geladíssimo e fortíssimo. Acho que ouvi ele gritando: "sofra ao meu passar, reles mortal!"
Decidimos ficar no Hostel e nao nos aventurar nos bares por dois motivos: o vento forte, gelado e cortante e o preço das bebidas. Foi no Hostel que tomamos a cerveja mais barata de todo nosso passeio: R$ 9,00 uma Pilsen. Dormimos tao exaustos, que nem em minha própria cama tenho sonos tao fáceis e profundos como os que tive. Sim, sonos. Porque acordava várias vezes, ora por ter o corpo congelado pelo frio, ora por ouvir gritos vindos da praça.

Peço perdao pela acentuaçao incorreta deste post e dos outros. O teclado uruguaio nao tem til.


3 comentários:

  1. MAC não é superfulo?! rs ... relaxa queque, aproveita e acostuma... mochilão é mto mais tenso! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... bjos Fer

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  2. Amiga essa foi sua primeira impressão, logo logo vc acustuma com o banheiro e descola um restaurante que melhor se adeque ao seu gosto e ao de Andrei ( isso é um pouco mais difícil se ainda me lembro bem) KKK... Aproveita bastante, afinal não é sempre que podemos fazer uma viagem dessas!
    Amo vcs....

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