Acordamos às sete da manha, tomamos nosso desejum e partimos para um passeio à Punta del Este. O passeio foi contratado no próprio hostel e custou U$ 48,00 por pessoa. Meio salgado, mas a comodidade de ter uma única conduçao e um guia nos fez optar pelo pacote pronto.
A temperatura estava em 15º, mas fazia sol. Como eu dormi boa parte do trajeto, nao sei dizer quantas horas durou a viagem. Primeira parada foi em Piriápolis, precisamente num morro onde há uma capela para Santo Antonio, pequena, mas cheia de flores e promessas. Pensei em minha amiga Lianna que tem uma imagem do Santo Antonio e por vezes o deixava de cabeça para baixo, de castigo. O local também oferecia uma vista panorâmica de toda a cidade, todas as praias (de agua doce) e do porto. Linda!!! Pedi um chocolate quente para espantar um pouco o frio, mas me decepcionei ao primeiro gole: era feito de chocolate em pó. Deu saudade do chocolate quente de Campos do Jordao, de denso chocolate ao leite. Seguimos viagem.
Chegando em Punta passeamos pelos bairros da cidade. Um fato muito curioso sobre a cidade é que as casas nao possuem números, e sim nomes. Os nomes sao diversos: Branca Nieves, Ben Hur, Elisa y Otros, The House e por aí vai. Confesso que fiquei imaginando o nome de minha casa, caso morasse ali: Maurice, Toca do Pinguim, Picolino, Toca da Xuxu, Casa da Quel, Amor... Sao tantos nomes em mente... Como em Montevideo, a arquitetura é bem mista, reunindo todos os estilos em uma rua só. O que me chamou (e muito) a atençao é que a maioria das casas possui telhado orgânico. Quero um assim na minha casa.
Paramos para o almoço em um lugar muito bonito, ao lado do cais do porto. Enquanto aguardava o almoço ser servido, deixei o marido esperando na mesa e, literalmente, corri no cais para ver as embarcaçoes. Tenho verdadeiro fascínio por cais. Acho muito lindo ver aqueles barcos, a brisa, os pássaros. É uma prova sublime da existência divina. Agradeci à Deus pela oportunidade de ver uma cena tao linda. E foi no pier que vivenciei o momento mais lindo do passeio, um dos momentos mais lindos da minha vida, a realizaçao de um dos meus sonhos: o contato (visual e olfativo - este último, infelizmente) com dois Leoes Marinhos. A maioria das pessoas sonha com posses que lhe deem status: uma bela casa, um belo carro, jóias, um closet dos sonhos, viagens glamurosas. Eu sonho em conhecer as mais variadas espécies de animais, especialmente os marinhos: leao marinho, foca, morsa, e, no topo da lista, pinguins. Sim, o maior sonho da minha vida é ver de perto um pinguim. Para mim, entrar em contato com um animal é estabelecer uma ligaçao direta com Deus, é sentir toda a vida pulsando em meu ser. Sinto-me tao absurdamente feliz ao entrar em contato com um bicho desconhecido que meu coraçao transborda de esperança. Meus olhos sempre ficam marejados, é inevitável. Ai droga, desviei a narrativa. Onde eu estava mesmo? Ah, sim, o casal de Leoes Marinhos. Enquanto a femea tirava sua soneca vespertina, o macho esticava o pescoço, todo preguiçoso e imponente, para deixar os raios solares lhe tocarem a face. Senti simpatia instantânea pelo macho e apelidei-o de Rodholfo por ser parecido com meu amado irmao: preguiçoso, gordinho e com muitas pessoas em volta. Já que estou falando em irmao, nao posso deixar de comentar que o tempo todo da viagem pensei em minha família: meus pais, meus irmaos, meus sobrinhos (Ana Lídia e Guilherme) e seus pais, e minha tia Aurora (tanto Montevideo, quanto Punta del Este me fez lembrar dela). Tenho certeza de que todos iriam amar.
Ainda em êxtase por ter realizado um sonho, voltei para o restaurante de nome Napoleao. Eu havia pedido um raviolli com molho de tomates. Estava uma delícia, mas a quantidade era tao pouca que nao me saciou. E eu estava pagando R$ 30,00 por uma xícara de raviolli. Mais infeliz foi o meu amor, que viu R$ 70,00 serem gastos num pequeno bife de contra-filé, um punhado de arroz e algumas batatas fritas. E a cerveja, Patrícia, custou R$ 13,00. Como é caro comer e beber no Uruguay!
Sem me deixar esmorecer pelo abuso financeiro amargurado no almoço, fomos gastar nosso tempo livre, que eram de duas horas. Nem precisei pensar. Meus pés me guiavam euforicamente em direçao ao monumento "La Mano" (A mao): cinco falanges erguidas das areias da praia e que representam os cinco continentes. Foi impossível tirar uma foto bonita, pois o acúmulo de turistas em torno do ponto turístico era grande. Caminhamos um pouco pela praia e tiramos fotos. Fiquei um instante olhando o casamento perfeito entre o mar e o Rio de La Plata e segui caminho em direçao à principal rua comercial da cidade. Calçadao largo, lojas de souvenirs, livrarias, sebos, barzinhos, lojas de todos os tipos... Um passeio prazeroso por um lugar bonito. Findado o tempo livre, fomos ao museu Casa Pueblo, onde pudemos conhecer as obras do pintor e escultor uruguaio Carlos Paéz Vilaró. A arquitetura do local é o que mais chama a atençao Pensei em minha amada mae e minha tia Aurora, ambas iriam amar o lugar. Confesso que fiquei imaginando o brilho nos olhos delas e lágrimas insistiram em cair de meus olhos. Me segurei. O local é encantador, ao chegar em Cuiabá mostrarei fotos.
Depois do museu, voltamos para Montevideo. Encostei na poltrona, cerrei os olhos e caí num sono profundo. Acordei já no hostel. Saímos para dar uma volta e comer. Nossa segunda noite em Montevideo. Os restaurantes nao servem coca-cola. Só Pepsi. Odiei os restaurantes uruguaios neste momento. Eles nao pensam em nós, cocólatras. Mais uma vez nao curtimos a noite. Estava um gelo só e o vento, cortante. Tomamos duas cerveja no hostel e fomos dormir. Desta vez com dois corbertores grossos para nos aquecermos. E mais uma noite de bons sonhos chegou em Montevideo...
A temperatura estava em 15º, mas fazia sol. Como eu dormi boa parte do trajeto, nao sei dizer quantas horas durou a viagem. Primeira parada foi em Piriápolis, precisamente num morro onde há uma capela para Santo Antonio, pequena, mas cheia de flores e promessas. Pensei em minha amiga Lianna que tem uma imagem do Santo Antonio e por vezes o deixava de cabeça para baixo, de castigo. O local também oferecia uma vista panorâmica de toda a cidade, todas as praias (de agua doce) e do porto. Linda!!! Pedi um chocolate quente para espantar um pouco o frio, mas me decepcionei ao primeiro gole: era feito de chocolate em pó. Deu saudade do chocolate quente de Campos do Jordao, de denso chocolate ao leite. Seguimos viagem.
Chegando em Punta passeamos pelos bairros da cidade. Um fato muito curioso sobre a cidade é que as casas nao possuem números, e sim nomes. Os nomes sao diversos: Branca Nieves, Ben Hur, Elisa y Otros, The House e por aí vai. Confesso que fiquei imaginando o nome de minha casa, caso morasse ali: Maurice, Toca do Pinguim, Picolino, Toca da Xuxu, Casa da Quel, Amor... Sao tantos nomes em mente... Como em Montevideo, a arquitetura é bem mista, reunindo todos os estilos em uma rua só. O que me chamou (e muito) a atençao é que a maioria das casas possui telhado orgânico. Quero um assim na minha casa.
Paramos para o almoço em um lugar muito bonito, ao lado do cais do porto. Enquanto aguardava o almoço ser servido, deixei o marido esperando na mesa e, literalmente, corri no cais para ver as embarcaçoes. Tenho verdadeiro fascínio por cais. Acho muito lindo ver aqueles barcos, a brisa, os pássaros. É uma prova sublime da existência divina. Agradeci à Deus pela oportunidade de ver uma cena tao linda. E foi no pier que vivenciei o momento mais lindo do passeio, um dos momentos mais lindos da minha vida, a realizaçao de um dos meus sonhos: o contato (visual e olfativo - este último, infelizmente) com dois Leoes Marinhos. A maioria das pessoas sonha com posses que lhe deem status: uma bela casa, um belo carro, jóias, um closet dos sonhos, viagens glamurosas. Eu sonho em conhecer as mais variadas espécies de animais, especialmente os marinhos: leao marinho, foca, morsa, e, no topo da lista, pinguins. Sim, o maior sonho da minha vida é ver de perto um pinguim. Para mim, entrar em contato com um animal é estabelecer uma ligaçao direta com Deus, é sentir toda a vida pulsando em meu ser. Sinto-me tao absurdamente feliz ao entrar em contato com um bicho desconhecido que meu coraçao transborda de esperança. Meus olhos sempre ficam marejados, é inevitável. Ai droga, desviei a narrativa. Onde eu estava mesmo? Ah, sim, o casal de Leoes Marinhos. Enquanto a femea tirava sua soneca vespertina, o macho esticava o pescoço, todo preguiçoso e imponente, para deixar os raios solares lhe tocarem a face. Senti simpatia instantânea pelo macho e apelidei-o de Rodholfo por ser parecido com meu amado irmao: preguiçoso, gordinho e com muitas pessoas em volta. Já que estou falando em irmao, nao posso deixar de comentar que o tempo todo da viagem pensei em minha família: meus pais, meus irmaos, meus sobrinhos (Ana Lídia e Guilherme) e seus pais, e minha tia Aurora (tanto Montevideo, quanto Punta del Este me fez lembrar dela). Tenho certeza de que todos iriam amar.
Ainda em êxtase por ter realizado um sonho, voltei para o restaurante de nome Napoleao. Eu havia pedido um raviolli com molho de tomates. Estava uma delícia, mas a quantidade era tao pouca que nao me saciou. E eu estava pagando R$ 30,00 por uma xícara de raviolli. Mais infeliz foi o meu amor, que viu R$ 70,00 serem gastos num pequeno bife de contra-filé, um punhado de arroz e algumas batatas fritas. E a cerveja, Patrícia, custou R$ 13,00. Como é caro comer e beber no Uruguay!
Sem me deixar esmorecer pelo abuso financeiro amargurado no almoço, fomos gastar nosso tempo livre, que eram de duas horas. Nem precisei pensar. Meus pés me guiavam euforicamente em direçao ao monumento "La Mano" (A mao): cinco falanges erguidas das areias da praia e que representam os cinco continentes. Foi impossível tirar uma foto bonita, pois o acúmulo de turistas em torno do ponto turístico era grande. Caminhamos um pouco pela praia e tiramos fotos. Fiquei um instante olhando o casamento perfeito entre o mar e o Rio de La Plata e segui caminho em direçao à principal rua comercial da cidade. Calçadao largo, lojas de souvenirs, livrarias, sebos, barzinhos, lojas de todos os tipos... Um passeio prazeroso por um lugar bonito. Findado o tempo livre, fomos ao museu Casa Pueblo, onde pudemos conhecer as obras do pintor e escultor uruguaio Carlos Paéz Vilaró. A arquitetura do local é o que mais chama a atençao Pensei em minha amada mae e minha tia Aurora, ambas iriam amar o lugar. Confesso que fiquei imaginando o brilho nos olhos delas e lágrimas insistiram em cair de meus olhos. Me segurei. O local é encantador, ao chegar em Cuiabá mostrarei fotos.
Depois do museu, voltamos para Montevideo. Encostei na poltrona, cerrei os olhos e caí num sono profundo. Acordei já no hostel. Saímos para dar uma volta e comer. Nossa segunda noite em Montevideo. Os restaurantes nao servem coca-cola. Só Pepsi. Odiei os restaurantes uruguaios neste momento. Eles nao pensam em nós, cocólatras. Mais uma vez nao curtimos a noite. Estava um gelo só e o vento, cortante. Tomamos duas cerveja no hostel e fomos dormir. Desta vez com dois corbertores grossos para nos aquecermos. E mais uma noite de bons sonhos chegou em Montevideo...
Queque aqui em casa tem coca viu! rs...
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